Artista manauara Alberto Saraiva estreia a mostra “Espelho Amazônico” no hotel Fairmont, no Rio de Janeiro

Brasil

Como uma sensibilidade única, Alberto Saraiva revela sua vivência em um dos principais biomas do país em obras que prometem encantar e, ao mesmo tempo, levar o espectador às suas lembranças mais familiares. A Amazônia é o tema da mostra “Espelho Amazônico”, que traz sete pinturas inéditas que saem o obvio quanto à representação da mais famosa floresta tropical do mundo.

Nelas, a água, a luz e as formas vegetais são entrelaçadas por pinceladas marcadas por brilhos e reflexos. Alberto Saraiva rejeita a iconografia da floresta exuberante e exótica. Não há animais e nem grandes paisagens panorâmicas. O artista apresenta ao público uma botânica afetiva. São frutos e folhas de quintais, festas, rituais e ruas manauaras de suas memórias: o guaraná, o biribá, a pupunha, o cupuaçu, a vitória-régia, a flor do cupuaçu, a flor-da-lua — bromélia rara que se abre apenas sob a luz da lua cheia —, entre outros.

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Outro elemento fundamental nessas obras é o ponto de vista de quem está ilhado, sensação recorrente em Manaus, que refunda conceitualmente o horizonte. Tão amazônico quanto carioca, Alberto Saraiva funde, em sua pintura, origem e destino”, explica Christiane Laclau, curadora da exposição.

Com a proximidade da COP30, esse bioma tem se tornado o protagonista em discussões sobre o futuro do planeta, mostrando a sua relevância para o mundo. Por isso, nada mais natural que receber a exposição do artista Alberto Saraiva que traz um olhar singular sobre a floresta, transportando-nos às suas lembranças e conscientizando o público sobre a importância de preservá-la”, diz Netto Moreira, diretor geral do cluster luxo Rio de Janeiro, do Grupo Accor.

A exposição “Espelho Amazônico” estreia a segunda temporada do Fairmont Art Gallery 2025 que, desde o ano passado, recebe obras de diferentes artistas com a curadoria de Christiane Laclau. A gestora e art advisor especializada em arte contemporânea tem o objetivo de potencializar a riqueza cultural do hotel, tendo o Brasil como fonte de inspiração e valorização. Com seu know how e olhar apurado, Christiane transformou o sexto andar do hotel Fairmont Rio — local onde é feito o check in com a deslumbrante vista da praia de Copacabana — em uma galeria de arte. Já passaram pelo local artistas consagrados, como Marcos Cardoso, Ana Coutinho, Isabel Becker, Sérgio Reis Allevato, Esther Bonder, entre outros.

A mostra inédita de Alberto Saraiva poderá ser apreciada até outubro.

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Sobre o Fairmont Rio

Considerado um dos hotéis mais charmosos da cidade, o Fairmont Rio de Janeiro cria grandes momentos convidando seus hóspedes e visitantes a fazerem um mergulho pelo fantástico mundo da arte. Seja circulando em áreas comuns ou privativas, é possível vivenciar a produção cultural de artistas nacionais de maneira única, com peças que contam histórias e ornamentam com o deslumbrante visual da praia de Copacabana.  

Aberto em 2019, o Fairmont Rio surgiu com inspirações que evocam o glamour do Rio de Janeiro nos tempos do aparecimento da bossa nova. Com o projeto arquitetônico e de interiores assinado por Patrícia Anastassiadis, o hotel possui a arte como um dos principais pilares. 

Integrado ao projeto, estão as esculturas de madeira de Hugo França, feitas com resíduos florestais, as cerâmicas exclusivas feitas à mão de Flávia Del Pra e também as esculturas de argila de Brumadinho, idealizada pelos Irmãos Campana, entre outras peças que representam o melhor do design nacional e que trazem as histórias, entrando em sintonia com o que a assinatura Fairmont representa.

Sobre Alberto Saraiva

Nascido em Manaus, Alberto Saraiva vive e trabalha no Rio de Janeiro. O artista acumula uma experiência sólida e versátil nas artes brasileira e latino-americana. Já participou de exposições renomadas, como a Bienal do Mercosul. Em sua carreira de curador, conta com a Bienal do Fim do Mundo, entre outras mostras que se tornaram referência. Como gestor, esteve à frente de duas instituições fundamentais para a cena contemporânea nacional: o antigo Oi Futuro e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

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