Exposição Amazônia Imersiva abre programação em Belém com experiências audiovisuais

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Mostra gratuita reúne cerca de 30 artistas do Brasil e do exterior e será realizada na Casa das Onze Janelas até maio

Exposição Amazônia Imersiva abre programação em Belém com experiências audiovisuais

A exposição Amazônia Imersiva será aberta ao público no dia 10 de março, na Casa das Onze Janelas, em Belém. A programação reúne cerca de 30 artistas e coletivos do Brasil e do exterior e segue até 6 de maio de 2026, com entrada gratuita.

O projeto apresenta experiências audiovisuais, apresentações ao vivo e shows. Entre os participantes estão artistas da Amazônia brasileira, da Amazônia peruana e do Reino Unido.

A mostra utiliza projeções em 360 graus, som e imagens para apresentar obras relacionadas à arte contemporânea amazônica. O espaço expositivo foi organizado em três ambientes com diferentes propostas.

Ambientes da exposição

O primeiro espaço é dedicado à experiência audiovisual. A trilha sonora tem direção musical da cantora Aíla e composição de Nelson D. A proposta reúne referências musicais da região amazônica, incluindo ritmos como carimbó e marabaixo, integrados a experimentações eletrônicas.

O segundo ambiente, chamado Sala Manifesta, apresenta frases, textos e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia. O espaço também abriga a instalação Ouriços Falantes, que utiliza ouriços de castanha como caixas de som para reproduzir depoimentos sobre a região.

O terceiro ambiente aborda tecnologias e saberes tradicionais da Amazônia, com conteúdos relacionados a práticas de cultivo, alimentação e medicina da floresta.

O projeto arquitetônico da exposição foi desenvolvido pelos arquitetos Luís Guedes e Pablo do Vale, da Guá Arquitetura.

Participação de artistas indígenas e amazônicos

A programação reúne artistas de diferentes regiões do país e da Amazônia. Entre os participantes estão Ailton Krenak, liderança indígena do povo Krenak; o coletivo Mahku – Movimento dos Artistas Huni Kuin; o artista indígena Paulo Desana; Glicéria Tupinambá e Jaider Esbell.

Também participam da mostra artistas ligados à arte contemporânea amazônica, como Elza Lima, Gê Viana, Keila Sankofa e Hal Wildson.

A programação internacional inclui a artista Olinda Silvano, do povo Shipibo-Konibo, da Amazônia peruana. O projeto também reúne trabalhos de Roberta Carvalho, Ronaldo Guedes, PV Dias e intervenções audiovisuais do duo VJ Suave.

Programação musical

No dia 14 de março, a programação inclui o espetáculo “As Amazônias”, que reúne as cantoras Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP).

O show reúne repertórios ligados a tradições indígenas e à música produzida na região Norte. A apresentação terá projeções visuais desenvolvidas por Roberta Carvalho e Priscila Tapajowara.

Atividades até maio

Até maio, o projeto terá atividades gratuitas e shows quinzenais. A agenda será divulgada no perfil oficial do evento nas redes sociais.

A programação internacional também contará com apresentação do duo Dengue Dengue Dengue, do Peru, que trabalha com música eletrônica e referências afro-latinas.

O projeto inclui ainda residências artísticas que conectam criadores amazônicos e artistas internacionais. Em uma dessas iniciativas, os escoceses Tom Scholefield e Sonia Killmann desenvolveram uma obra coletiva em Belém em parceria com artistas locais, entre eles Nelson D..

Serviço

Local: Casa das Onze Janelas — Cidade Velha, Belém
Data: 10 de março a 6 de maio de 2026
Horários: terça a quinta, das 9h às 17h; sexta a domingo, das 9h às 20h

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