
Uma propriedade em Itapiranga (a 2845 quilômetros de Manaus) será leiloada nesta sexta-feira (11). O imóvel pertence à empresa Kade Engenharia e Construções Ltda. com sede em Santa Catarina e que faliu. A oferta ocorrerá pela plataforma Positivo Leilões e o lance inicial é de R$ 781 mil, valor da avaliação.
A venda da propriedade é para pagar dívida de R$ 90 milhões da empresa. Também foram disponibilizados outros 13 lotes, incluindo grandes complexos industriais, galpões, prédios comerciais, propriedades rurais, além de uma casa e quotas de participação em terrenos urbanos, distribuídos por Goiás e Mato Grosso.
Os valores dos lances variam de R$ 57 mil, referentes a participações em terrenos, até R$ 53 milhões, valor inicial de um complexo industrial de grandes dimensões.
Entre os bens de maior valor no leilão destacam-se dois imóveis em Rio Verde (GO): um parque industrial de quase 100 mil m², com lance mínimo de R$ 53 milhões, e um edifício comercial de 50 mil m², avaliado em R$ 29,8 milhões. Em Sorriso (MT), chama atenção um complexo industrial voltado à construção civil, com 39 mil m² de área e lance inicial de R$ 21 milhões.
No mesmo município, uma propriedade rural com mais de 15 hectares também compõe a lista de bens disponíveis. Em Cuiabá (MT), está incluído um galpão industrial com 7.500 m² de área construída, igualmente direcionado ao setor da construção civil, com valor estimado em R$ 9 milhões.
Para o leiloeiro público Erick Teles, a expectativa é de grande concorrência entre os participantes. “Até agora, 23 interessados já estão habilitados para a disputa, o que demonstra o forte apetite do mercado”, afirma.
O processo de venda é totalmente digital e ocorre por meio do site www.positivoleiloes.com.br, o que possibilita a participação de pessoas e empresas de qualquer região do país. Na plataforma, os interessados têm acesso a todas as informações sobre os imóveis, incluindo fotos, documentos, edital e orientações sobre o processo de habilitação e envio de lances.
Histórico
Fundada por empreendedores gaúchos que se estabeleceram inicialmente no oeste de Santa Catarina e posteriormente expandiram suas atividades para o Centro-Oeste, em especial para Mato Grosso e Goiás, a construtora atuou em importantes projetos de infraestrutura pública e desenvolveu empreendimentos logísticos para o agronegócio.
O processo de reestruturação da companhia foi iniciado em 2007, quando dificuldades financeiras principalmente causadas pela interrupção de repasses estatais inviabilizaram a continuidade das operações. Ao longo desse período, a empresa foi gradualmente reduzindo suas atividades até perder completamente sua capacidade operacional.
A instabilidade persistente e o descumprimento do plano de recuperação levaram, em 2023, à decretação de sua falência.
