Mostra em Manaus homenageia legado do cineasta Djalma Limongi

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De 11 a 14 de março, o Cineteatro Guarany, em Manaus, sedia a mostra gratuita “Um Sonho Brasileiro”. O evento celebra a trajetória do cineasta amazonense Djalma Limongi Batista, falecido em 2023, exibindo seus longas-metragens e um documentário sobre sua vida, e conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Foto: reprodução/ redes sociais

Organizada com curadoria de Edith Limongi Batista, irmã do homenageado, a exposição já passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro antes de chegar à capital amazonense. As sessões acontecem diariamente às 18h30, no complexo da Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, com entrada gratuita para maiores de 16 anos.

Amigo pessoal do homenageado e diretor de uma das obras do evento, o cineasta, diretor e artista plástico Sérgio Vieira Cardoso ressaltou o tom de reverência do projeto.

“A mostra homenageia o grande amigo, o grande cineasta amazonense, Djalma Limongi Batista, falecido em 2023”, explicou.

A programação inicia na quarta-feira (11) com o drama “Brasa Adormecida” (1986), cujo elenco traz astros como Maitê Proença e Edson Celulari. Na quina-feira (12), a sala exibe “Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora” (1968) e o longa “Bocage, O Triunfo do Amor” (1997). Sobre esta última película, Sérgio Cardoso pontua que é a “obra mais conceitual” do diretor e detalha que “o filme foi todo falado no português castiço da época do grande poeta Manoel Maria de Bocage”.

A sexta-feira (13) é dedicada à exibição de “Autovideografia” (2003). Segundo Cardoso, trata-se de um registro valioso, pois contém “o último relato do ator Valmor Chagas, gravado no Rio Grande do Sul”. O encerramento, no sábado (14), traz a vinheta documental “Caminhos e Memórias de Amor do Cineasta Djalma Limongi Batista”, dirigida pelo próprio Sérgio.

O diretor explicou que seu projeto focou “sobre os amigos, os caminhos do Djalma aqui em Manaus, quem eram as personalidades relacionadas com ele”.

Ainda no último dia, será exibido o longa “Asa Branca” (1981). Cardoso define a película como “o filme mais poético do Djalma” e lembra um detalhe especial de sua gravação: “Tem uma imagem lindíssima do Garrincha, com ele no Maracanã”.

O Legado de Djalma Limongi Batista

Falecido em 2023, Djalma Limongi Batista consagrou-se como um dos grandes nomes da sétima arte nascidos no Amazonas, deixando uma contribuição ímpar para o audiovisual nacional.

O diretor teve uma carreira marcada por explorar a fundo as relações humanas, a poesia e as contradições do país, transitando com maestria do drama ficcional de época aos ensaios documentais.

Através de obras premiadas e elencos estrelados, ele retratou os sonhos brasileiros – como a ascensão esportiva em “Asa Branca” e as turbulências da ditadura.

A mostra atual serve como uma ferramenta de resgate histórico, incentivando as novas gerações a acessarem as memórias e a sensibilidade cinematográfica desse ícone amazonense.

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