Projeto une arte urbana, moda e educação no colégio Evandro Carreira

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Artista Wira Tini que já expôs seu trabalho em Paris vai levar a arte para escola de periferia (Foto: Divulgação )
Artista Wira Tini que já expôs seu trabalho em Paris vai levar a arte para escola de periferia (Foto: Divulgação )

Um encontro inédito entre graffiti, moda e educação está prestes a acontecer na capital amazonense. O projeto “Do Graffiti às Passarelas” vai transformar o Colégio Estadual Evandro das Neves Carreira(CMPM VI), localizado no bairro Viver Melhor.

Idealizado pela artista urbana, Wira Tini, o projeto nasceu de forma orgânica, integrando referências regionais, trajetórias pessoais e demandas sociais, em um polo de criação artística e cultural, envolvendo diretamente alunos do ensino médio, comunidade escolar e artistas renomados.

Arte em todos os locais

“Todos meus projetos têm como ponto descentralizar a arte que sempre está no mesmo local, e assim não chega nas periferias. Por isso, escolhi o Viver Melhor para aproximar a arte e a moda de alunos que estão concluindo o ensino médio, para que eles tenham um leque de possibilidades”, explica Wira, cuja origem Kokama e vivência às margens dos rios influenciam profundamente suas criações.

A iniciativa propõe inserir o graffiti no ambiente escolar como ferramenta de democratização cultural e estímulo à criatividade. Para isso, reúne especialistas de diferentes áreas, como o diretor criativo Sioduhi Lima, estilista indígena reconhecido por levar a moda amazônica e indígena ao cenário nacional e internacional; o conselheiro de cultura, artista visual e professor universitário Paulo Holanda; e a artista de graffiti e modelo, Paola Moraes.

Estudantes vão participar diretamente

Durante as oficinas, os estudantes serão protagonistas: vão co-criar estampas, participar da produção e desfilar as peças da coleção autoral inspirada na Amazônia urbana e no ritmo beiradão, gênero musical tipicamente amazonense, com influências da América Latina e da era da borracha.

“Queremos que os alunos se orgulhem de nossa cultura e identidade, que se vejam como artistas e modelos capazes de viver da arte amazônica”, afirma Wira.

O projeto prevê registro fotográfico, produção de um vídeo-arte e, em novembro, uma exposição das peças criadas. A expectativa é que a experiência gere impacto a curto e longo prazo, não apenas na vida dos estudantes, mas também na percepção da comunidade sobre o bairro e suas potencialidades.

Do Graffiti às Passarelas é realizado com apoio do Governo Federal e Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa(SEC), e Conselho Estadual de Cultura.

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