Reforço aéreo, análise de R$ 100 milhões em recursos e ações integradas buscam conter incêndios e reduzir os impactos da fumaça

Amazonas

O governo federal vai ampliar de seis para 16 o número de aeronaves empregadas no combate às queimadas no Amazonas, em resposta à crise de fumaça que afeta Manaus e municípios do interior. O anúncio foi feito neste domingo (18), após reunião com o prefeito Renato Junior, o senador Eduardo Braga e quatro ministros enviados pelo governo federal. A operação prevê ainda reforço financeiro, atuação das Forças Armadas e medidas para proteger a saúde da população.

Recebidos no Aeroporto de Ponta Pelada pelo prefeito de Manaus, Braga e o vice-governador Serafim Corrêa, os ministros José Múcio Monteiro (Defesa), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) participaram das articulações para ampliar a resposta aos incêndios.

Renato Junior afirmou que Manaus sofre os efeitos das queimadas em municípios do interior e em outros estados. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados pelo prefeito, a capital concentra apenas 0,6% dos focos de incêndio, embora cerca de 2,3 milhões de moradores enfrentem a poluição atmosférica. Ele pediu que a crise seja tratada como uma emergência, sem disputas políticas.

Recursos e reforço operacional

Eduardo Braga informou que projetos que somam cerca de R$ 100 milhões estão em análise para atender o governo estadual e municípios atingidos. O governo federal já reconheceu a situação de emergência do Amazonas e liberou R$ 14 milhões ao Estado, segundo Waldez Góes.

Entre os reforços estão caixas de água para lançamento aéreo sobre os focos de incêndio. De acordo com Braga, cada operação do cargueiro KC-390 pode despejar 12 mil litros de água, e quase 70 unidades já começaram a chegar a Manaus.

O Ministério da Defesa instalará na capital um Estado-Maior para coordenar as ações conjuntas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal atuarão no monitoramento por satélite e na apuração de possíveis crimes ambientais.

Saúde e monitoramento

O Ministério da Saúde prevê instalar uma base descentralizada do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus e acompanhar os indicadores de qualidade do ar para dimensionar a necessidade de reforço no atendimento.

Segundo os ministros, as operações aéreas já acumulavam cerca de 300 horas de voo e quase 800 mil litros de água lançados, com previsão de alcançar um milhão de litros nas horas seguintes.

A agenda incluiu reuniões no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), para alinhar ações entre os governos federal, estadual e municipal.

A Prefeitura informou que mantém equipes mobilizadas e monitoramento 24 horas, em cooperação com as demais instituições. A força-tarefa busca conter os incêndios na origem e reduzir os efeitos da fumaça sobre a população.

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