Artista amazonense abre exposição em São Luís, no Maranhão

Brasil

A artista manauara Keila-Sankofa usa fotografias e impressão em redes de tecido para resgatar a memória de pessoas que pretas e indígenas que foram apagadas da história

A artista plástica manauara Keila-Sankofa abriu, em São Luís do Maranhão, nesta quarta-feira (25), seu projeto “Costura de Cores Ancestrais – a Retomada”, integrante do projeto artístico “Direito à Memória”, com objetivo de relembrar uma das mais desrespeitosas expedições já feitas pelo interior da Amazônia, na época colonial escravocrata, e manter viva a memória daqueles que se foram sem voz.

Trata-se da expedição fotográfica Thayer (1865-1866) que seria uma “missão científica” voltada à fauna e à flora, mas que também registrou a diversidade humana e racial na região, incluindo fotografias de pessoas escravizadas e da população amazônica.

Contemplada na PNAB 2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais de Artes e realizada com o apoio do Governo do Estado do Amazonas/Conselho Estadual de Cultura/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Governo Federal, a exposição, idealizada por Keila-Sankofa, surge de um incômodo legítimo de modificação da imagem pública das pessoas pretas e indígenas, apresentando um passado remodelado.

“Nosso trabalho é plantar e cultivar, recriar essas imagens e intervir na paisagem da cidade retratando esses indivíduos sociais por nome, cultura, origem, desejos e constituição familiar, tudo aquilo que o processo da história colonial propositalmente apagou”, destaca a artista.

As obras

Keila trabalha com fotografia impressa em tecido, aplicada sobre grandes peças têxteis, em sua maioria redes de cores vivas, um elemento inseparável da cultura amazonense. Nessas “telonas”, a artista recria as fotografias da expedição Thayer, após um processo artístico de ressignificação estética e simbólica

Foto: Divulgação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *