MEC inaugura em Parintins o primeiro centro de formação de juventudes da Região Norte

Parintins

Iniciativa na Ufam recebe aporte de R$ 1 milhão para qualificar 450 jovens indígenas, quilombolas e ribeirinhos em liderança e artes regionais.

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O município de Parintins sediou nesta sexta-feira (22 de maio) a inauguração do Centro de Formação Juventudes Amazônidas em Movimento (Cefojam), consolidando-se como o primeiro centro de formação de juventudes da Região Norte e o segundo de todo o Brasil. O evento foi realizado nas dependências da Ufamzinha, localizada no centro da Ilha da Magia. O projeto é fruto de uma parceria estratégica entre o Ministério da Educação (MEC) — por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) — e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A estrutura recebeu um investimento financeiro de R$ 1 milhão via Termo de Execução Descentralizada (TED).

A cerimônia reuniu autoridades como a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, o coordenador-geral Yann Evanovick, o vice-reitor da Ufam, Geone Maia Corrêa, e o prefeito Mateus Assayag. O espaço foi projetado para atuar em três eixos: relações étnico-raciais, fortalecimento de grêmios estudantis e oficinas de artes populares. O público-alvo prioritário engloba jovens de 14 a 29 anos de comunidades tradicionais de Parintins, Barreirinha, Nhamundá, Maués e Boa Vista do Ramos. Ao todo, a iniciativa prevê a formação política e cidadã de 450 estudantes da rede pública de ensino do Baixo Amazonas.

O cronograma pedagógico do Cefojam projeta a oferta imediata de 210 vagas em cursos livres com carga horária de 40 horas nas disciplinas de Moda Sustentável, Aquarela, Grafite, Cerâmica Regional e Guia de Patrimônio Cultural. O coordenador do centro, Gladson Rosas, enfatizou que as atividades se estenderão ao longo de todo o ano de 2026, incluindo a realização do I Encontro do Movimento Estudantil do Baixo Amazonas e mostras culturais. O MEC escolheu o interior do estado para descentralizar os recursos das capitais e garantir que a juventude ribeirinha e indígena tenha voz no ambiente acadêmico.

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