
A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente, presidida pela deputada Débora Menezes (PL), vai estar presente no 59º Festival Folclórico de Parintins 2026. A Procuradoria vai atuar com uma ação educativa e institucional voltada à proteção dos direitos de crianças e adolescentes.
A parlamentar afirmou que a proposta é transformar esse espaço em uma estação de informação, orientação e conexão com a rede de proteção, algo que vai muito além de distribuir material informativo.
“Durante o festival, a nossa equipe vai orientar o público sobre prevenção da violência, apresentar os canais de denúncia disponíveis e reforçar quais são os mecanismos de proteção à infância e à adolescência previstos em lei. Vamos também articular informações com os órgãos que compõem a rede de proteção local, como o Conselho Tutelar, a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente e os serviços de assistência social do município”, afirmou.
Débora Menezes afirmou ainda que a ideia é que Parintins seja não apenas um grande palco da cultura amazônica, mas também um espaço de conscientização e cuidado com a nossa infância. O festival reúne milhares de pessoas de todo o Brasil e do mundo — e esse alcance precisa ser aproveitado também para fortalecer a cultura de proteção às nossas crianças e adolescentes.
Questionada sobre quais os crimes mais cometidos contra crianças e adolescentes nesse período do festival, a parlamentar foi enfática. Ela disse que grandes eventos como o Festival de Parintins criam um ambiente de aglomeração, fluxo intenso de visitantes e, infelizmente, condições que aumentam o risco de violações de direitos contra crianças e adolescentes.
“Os crimes que mais preocupam a nossa Procuradoria nesse contexto são o abuso sexual, o assédio, o aliciamento e a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes — crimes que muitas vezes acontecem de forma velada, aproveitando a desorganização familiar e a dispersão característica dos grandes eventos”, destacou.
Segundo a Procuradoria, o trabalho infantil também é uma realidade que se intensifica durante os festivais, com crianças sendo utilizadas para vender produtos ou prestar serviços em condições inadequadas. “Além disso, há o risco de desaparecimento de crianças em meio à multidão, situação que exige atenção redobrada das famílias e da rede de proteção. O consumo de álcool e outras substâncias por adolescentes também tende a aumentar nesses períodos, tornando-os ainda mais vulneráveis a situações de violência e exploração”, enfatizou.
Na avaliação de Débora Menezes, é justamente por isso que a presença ativa da Procuradoria em Parintins é tão necessária. E que não se pode esperar que os crimes aconteçam para agir — a prevenção começa com informação, com orientação às famílias e com o fortalecimento da rede de proteção local antes mesmo do início do festival.
A deputada afirmou que a importância da equipe no festival é imensurável. “Quando a Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente marca presença em um evento do porte do Festival de Parintins, estamos enviando uma mensagem clara para a sociedade: o Estado está aqui, de olho, comprometido com a proteção da nossa infância. Isso tem um efeito preventivo poderoso — inibe o agressor, fortalece a vítima e informa a comunidade sobre seus direitos e sobre os canais de denúncia disponíveis”, explicou.
A Procuradoria ainda atua em ações que vão além do festival. E ao sensibilizar moradores, trabalhadores e visitantes sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes, estão construindo uma cultura de prevenção que permanece depois que as luzes do bumbódromo se apagam. Uma família que aprende a identificar sinais de abuso durante o festival leva esse conhecimento para casa, para a sua comunidade, para o seu município.
“Para mim, pessoalmente, esse trabalho representa exatamente o que eu vim fazer neste mandato. A Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente existe para ser ponte entre o Estado e as famílias que mais precisam de proteção. E Parintins, com toda a sua grandiosidade e visibilidade, é um palco extraordinário para amplificar essa mensagem de cuidado e responsabilidade com a nossa infância”, afirmou.
Débora Menezes afirmou que a atuação em Parintins acontecerá tanto no período que antecede o festival quanto durante a realização do evento. “A fase preparatória é fundamental: é quando articulamos com os órgãos locais de proteção, mapeamos os pontos de maior vulnerabilidade e garantimos que a rede de proteção do município esteja ativada e preparada para agir com rapidez diante de qualquer situação de risco”, explicou.
Durante os dias do festival, a equipe estará presente de forma contínua, atuando na estação de informação e orientação ao público, no acolhimento de demandas e no encaminhamento de casos para os órgãos competentes. E que a presença durante o evento é indispensável porque é exatamente nesse período que os riscos se intensificam e que a população mais precisa ter acesso rápido à informação e ao suporte institucional.
